Prova de retorno virou obrigação
Incrementalidade e ROAS deixaram de ser diferencial.
Vicente Varela, diretor comercial e de marketing da HELLOO Mídia, mostrou como a empresa do grupo Allos trocou a disputa por volume de telas por experiências de marca, dados próprios e produtos de mídia capazes de provar retorno em vendas.
Diretor Comercial e Marketing · HELLOO Mídia
Em uma frase
No mídia out-of-home digital (DOOH), ter tela não basta. O diferencial está em entender o momento do consumidor, transformar cada contato em dado e provar a venda na ponta.
O DOOH cresce rápido e ficou mais fácil de comprar. Segundo Varela, há cerca de 190 mil telas disponíveis em mídia programática, o meio movimentou R$ 3,5 bilhões em 2025 e deve chegar a R$ 4,2 bilhões em 2026, com 13% a 14% do bolo publicitário. O mercado ainda está padronizando métricas de audiência. Com tanta oferta, o desafio é se diferenciar. A HELLOO concorre com grandes empresas de mídia de rua e precisava provar valor para os 13 mil lojistas dos shoppings do grupo, que só investem se a mídia trouxer resultado. Ao mesmo tempo, o retail media deixou de ser verba marginal de trade e virou linha estratégica de investimento. Isso aumentou a cobrança por incrementalidade e prova de retorno, que hoje é obrigação, não diferencial.
Cinco movimentos para transformar mídia em venda mensurável
A HELLOO acompanha o consumidor de casa ao shopping, passando por telas residenciais e aeroportos, nos momentos de maior tempo e atenção. Em Congonhas, a empresa reduziu o número de telas em quase 40% e aumentou o faturamento em mais de 60%, com menos telas, mais tempo de exibição e mais qualidade de impacto.
Experiências de marca, como serviços de valet e de recarga de carros elétricos, eventos e ativações, geram engajamento e dados. A tese é sair do share of life para o share of joy.
Em vez de vender inserções, a empresa monta produtos a partir do contexto do consumidor: jornada do tênis, jornada do futebol, grandes eventos.
Perfilamento, geomapeamento, sensores e visão computacional medem fluxo, tempo de exposição e público, sem contagem duplicada. Isso permite segmentar por público e horário, atribuir vendas e medir ticket médio.
A HELLOO tem quatro canais de venda: grandes contas, middle market nacional, vendas regionais e e-commerce. Cada um tem funil, ICP e produto próprios, e o tema é o mesmo para todos, mas a proposta de valor muda.
A Allos, maior operadora de shoppings do país, é o “Titanic”. A HELLOO, adquirida pelo grupo, é a “lancha” que precisa ser rápida. Hoje ela atua em 121 shoppings, inclusive de grupos independentes concorrentes, o que só é possível com transparência no uso de dados e uma postura agnóstica.
Para entrar em aeroportos como Congonhas, a HELLOO formou um consórcio com um concorrente. Para a Copa do Mundo masculina, montou um pacote com outros dois players. Sem os direitos de transmissão, mas com telas onde as pessoas estavam durante os jogos, o pacote somou R$ 5 milhões com sete anunciantes.
Uma pista de patinação para portadores de um cartão Visa virou um evento de entretenimento de 45 dias, com venda de ingressos, contratado como publicidade.
O canal de e-commerce permite que pequenos lojistas anunciem a partir de R$ 79, com a HELLOO criando a peça quando o cliente não sabe como se comunicar.
O aplicativo de benefícios dos shoppings reúne cerca de 2,3 milhões de usuários em 37 aplicativos e R$ 5,6 bilhões em compras registradas. Isso mostra o que cada consumidor compra e permite conectar marcas à jornada que ele já tem, com mais de 600 marcas oferecendo vantagens.
Em um patrocínio anual em um shopping, o cliente do banco patrocinador tem tratamento especial do valet ao restaurante, com descontos, benefícios e horas bonificadas.
Incrementalidade e ROAS deixaram de ser diferencial.
Qualidade de impacto pesa mais que volume.
Respeitando a LGPD, é ele que transforma mídia em venda atribuível.
Consórcios ampliam o que cada um oferece sozinho.
Varela citou que 45% dos anunciantes já investem em data clean rooms, mas muitos sem saber para quê.
A gente está jogando um jogo vertical, que começa com o impacto de tela, mas é na experiência de marca que eu consigo entregar o que o concorrente não consegue. Quando eu conheço os dados, consigo gerar demanda para um shopping, atribuir uma venda quando a pessoa entra na loja e falar de ROI e ROAS.
Vicente Varela
Diretor Comercial e Marketing · HELLOO Mídia
Todo mundo acha que vai resolver o problema só contratando ferramenta. Se você não tiver um processo claro, um propósito real de uso e um parceiro que ajude a criar processo em cima disso, é só uma ferramenta.
Vicente Varela
Diretor Comercial e Marketing · HELLOO Mídia
Título original da sessão
Como o crescimento do DOOH e Retail Media pode acelerar vendas de forma real e mensurável?
Mesma trilha ou etapa
Marcão Andrade, CSO da 8D Hubify, apresentou oito tendências de IA para operações de receita, com casos reais, e mostrou como estudar, implantar e atravessar a fase em que tudo piora antes de melhorar.
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