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Do CFO ao estúdio autônomo: como agentes de IA reorganizaram a operação de uma agência

Eduardo Vieira, fundador e CEO da Monking, e Rodrigo Terra, sócio e VP, abriram a operação da agência, que hoje roda com agentes de IA no financeiro, no planejamento, na criação e no audiovisual. Eles mostraram o que já se paga, como os agentes se organizam e por que cultura vem antes da ferramenta.

15h402º andarPublicado em 15/10/2026
Eduardo Vieira
Eduardo Vieira

Fundador e CEO · Monking

Rodrigo Terra
Rodrigo Terra

Sócio e VP · Monking

Em uma frase

Quase tudo que uma agência faz na frente do computador pode ser feito por agentes de IA. O diferencial está em organizá-los como um time, com um cérebro comum de contexto, e em preparar as pessoas para trabalhar com eles.

Para quem é

  • Lideranças de marketing e agências.
  • Times de criação, planejamento e audiovisual.
  • Gestores que avaliam agentes de IA em áreas de suporte, como financeiro e operações.

O que você vai aprender

  • Como organizar agentes espelhando o organograma da empresa.
  • Por que começar dentro de casa antes de levar ao cliente.
  • Casos reais de retorno no financeiro e na produção de peças.
  • O papel da cultura na adoção de agentes.

O problema

A Monking nasceu como agência voltada às áreas de inovação das empresas. Todo ano os sócios fazem uma reunião para imaginar como a empresa poderia “morrer em dois anos”. Numa delas, perceberam que a demanda das áreas de inovação estava secando, enquanto as equipes ficavam cada vez mais caras. A resposta foi uma imersão no Vale do Silício para entender como a IA poderia remontar o negócio. Dela saíram dois focos: automatizar tudo o que a agência faz, transformando o serviço em algo escalável, e aprender a construir isso dentro de casa, em vez de contratar de fora.

O método

Como montar uma operação com agentes

01

Clonar o organograma

Cada pessoa da Monking ganhou um time de agentes que replica a sua função, de estratégia e marca a financeiro e criação.

02

Ter um único ponto de entrada

Uma agente “chief of staff” recebe os pedidos e distribui para o agente certo: vendas, financeiro, planejamento ou criação. Isso ganha velocidade e economiza tokens.

03

Construir um cérebro comum

Uma base central, com centenas de skills, guarda contexto, materiais, contratos e, para cada cliente, posicionamento, tom de voz e identidade visual. Quanto mais o time usa, mais os agentes aprendem sobre o todo.

04

Montar squads especializados

Em vez de usar a IA como uma busca no Google, juntar agentes com habilidades diferentes para resolver cada tipo de trabalho.

05

Testar em casa, depois levar ao cliente

Os agentes resolveram problemas internos antes de virar serviço, há cerca de três a quatro meses.

06

Cultura antes de ferramenta

Boa parte do trabalho com clientes é de conscientização, para que as equipes aprendam a trabalhar com agentes.

Na prática

O agente CFO

Quando o diretor financeiro saiu, a Monking decidiu testar um agente no lugar de uma contratação. Ele foi conectado ao Asana, ao Conta Azul, às contas a pagar e a receber e a todos os contratos. Ao saber que um projeto havia sido concluído, o agente vasculhou cerca de 200 contratos e encontrou uma cláusula: entrega antecipada dava direito a pagamento antecipado. O trabalho, previsto para 12 meses, foi entregue em 6, e o valor entrou antes. Para os sócios, foi a prova de que a IA se paga.

Estúdio 100% autônomo

Em São Paulo, no Cubo Itaú, a pessoa é guiada por uma voz de IA para sentar, testar microfone e câmera e gravar. Em uma hora, recebe o material bruto, uma edição básica e cortes para redes sociais, sem intervenção humana. A Monking também tem estúdios em Santa Catarina (ACATE) e no Rio de Janeiro.

Diagnóstico ao vivo

Durante o workshop, os agentes analisaram as respostas de um formulário preenchido pela plateia. Somaram 224 horas semanais declaradas em reuniões, e quatro pessoas relataram 60 horas por semana só nisso. Cada participante recebeu por e-mail uma análise personalizada.

Contabilizei: peças que não existiam

A empresa precisava de cerca de 2 mil peças de mídia paga por mês e não tinha braço de design. Os agentes da Monking hoje produzem centenas de peças com o visual da marca, e a primeira rodada economizou 56 horas. Nenhuma pessoa foi substituída: o time humano ficou com as campanhas maiores.

Software disfarçado de serviço

A Monking trabalha com a tese, atribuída à Sequoia, de que a próxima empresa de um trilhão de dólares será de software disfarçada de serviço. Para o cliente, importa a entrega, não se ela foi feita por 500 pessoas ou 500 agentes. A meta é que as 40 pessoas da Monking façam o trabalho de 400.

Erros comuns

  • Usar IA só como substituta do Google, sem montar times de agentes.
  • Levar agentes ao cliente antes de testá-los dentro de casa.
  • Espalhar o contexto da empresa em vez de centralizá-lo.
  • Implantar ferramentas sem preparar as pessoas.
  • Ver os agentes apenas como corte de pessoal, e não como capacidade nova.

Insights para guardar

01

O computador é o limite

O que se faz numa tela pode, em algum grau, ir para agentes.

02

IA se paga onde menos se espera

O primeiro grande retorno veio do financeiro.

03

Um ponto de entrada organiza tudo

Roteamento gera velocidade e economia.

04

Capacidade nova, não só corte

A Contabilizei passou a produzir o que antes não conseguia.

05

Cultura é o gargalo

Ensinar a trabalhar com agentes vem antes da tecnologia.

Frases dos palestrantes

Ao apresentar a tese da Monking

Qualquer coisa que dá para fazer na frente de um computador de uma agência dá para fazer com agente de IA. Umas coisas são muito mais demoradas, outras mais trabalhosas ou caras, mas dá.

Eduardo Vieira

Fundador e CEO · Monking

Ao contar o caso da Contabilizei

Não é que eles tiraram um humano. Eles não tinham braço para fazer. A gente está deixando os humanos cuidarem das campanhas maiores e os agentes desdobrarem as peças.

Eduardo Vieira

Fundador e CEO · Monking

Ao explicar a origem da mudança

Todo ano a gente faz uma reunião para ver como a gente morre em dois anos. Numa delas, entendemos que a nossa fonte de clientes estava secando e que precisávamos de automação e inteligência artificial para achar um novo caminho para o negócio.

Rodrigo Terra

Sócio e VP · Monking

Ao falar sobre os squads de agentes

A gente monta squads com agentes especializados para determinados assuntos. Isso faz muita diferença, porque você junta times com skills diferentes para um trabalho que antes faria só com a sua experiência.

Rodrigo Terra

Sócio e VP · Monking

Leve para segunda-feira

Título original da sessão

Agentes de IA em todo o marketing: do backoffice à edição audiovisual

Workshop · 15h40 · 2º andar

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